sábado, 13 de fevereiro de 2016

100 anos da Teoria de Lewis é foco de debate na 39ª Reunião Anual da SBQ

Teoria que explica ligações químicas por compartilhamento de elétrons será tema de sessão temática que reunirá físicos e químicos

Há 100 anos o norte-americano Gilbert Newton Lewis publicava o mais importante de seus artigos, em que descrevia uma única ligação por dois cubos compartilhando um vértice, ou, de forma mais simples, por pontos duplos, que se tornaram conhecidos como estrutura de pontos de Lewis. Seu modelo, embora com limitações, é um marco na história da Química, e será debatido em sessão temática na 39ª. Reunião Anual da SBQ, que será realizada de 30 de maio a 2 de junho, em Goiânia. 

"Lewis resumiu quatro mil anos de química nessa teoria. Ele trouxe o elétron para as pesquisas químicas", afirma o professor Pierre Mothé Esteves (UFRJ), coordenador da sessão. O debate reunirá os físicos Sylvio Canuto (IF-USP) e Oscar Loureiro Malta (UFPE), além do químico Marco Antônio Chaer do Nascimento (UFRJ). "A ideia da sessão é fazer um brainstorm sobre o que é a ligação química. É uma área do conhecimento que não está esgotada e provavelmente nas próximas décadas terá uma nova revolução", opina Mothé Esteves.



Chaer, da UFRJ: "Pretendo falar sobre as motivações e ideias iniciais de Lewis sobre a ligação química, o papel de Langmuir na propagação da teoria de Lewis, sua influência no desenvolvimento do modelo quanto-mecânico (valence-bond) por Pauling e, finalmente, sobre os trabalhos recentes do meu grupo, relativos à natureza da ligação química"



Sylvio Canuto, do IF-USP: "Probing Lewis acid-basis interaction with Born-Oppenheimer molecular dynamics"


Oscar Loureiro Malta, da UFPE: "Classificando a Ligação Química em termos da Polarizabilidade da Região de Recobrimento"

Lewis nasceu em 1875, em Massachusetts, filho de um advogado e uma dona de casa. Foi educado em casa e alfabetizado aos três anos. Ainda criança mudou-se com a família para o Nebraska, onde iniciou os estudos superiores. Terminou seu bacharelado em Harvard em 1893. Foi nessa mesma universidade que concluiu mestrado e doutorado, ainda no século 19. Esteve na Alemanha (Gottingen e Leipzig) na virada do século, trabalhou nas Filipinas e voltou para lecionar. Era professor titular no Massachesetts Intitute of Technology quando, em 1912, aceitou dirigir o Departamento de Química da Universidade da California, Berkeley. 

"Naquele tempo Berkeley era no meio do mato. Lewis morava lá e deu uma grande contribuição ao Departamento de Química, que modernizou-se sob sua gestão", conta Mothé Esteves. Lewis serviu na Primeira Guerra Mundial em solo francês e apenas quando voltou publicou seu principal trabalho. Morreu em seu laboratório em 1946, por envenenamento, em circunstâncias não plenamente claras. "Ele pode ter se suicidado por conta de desgostos na carreira. Há quem acredite que a fatalidade se deva a um acidente de laboratório", conta Mothé Esteves. 

Ele descreve Lewis como "talvez o último dos químicos antigos, um obstinado pela ciência, muito elegante em suas pesquisas e textos, mas de gênio rebelde. Influenciou Pauling, que frequentava sua casa, debateu com Einstein, deixou muitas contribuições". Lewis foi indicado ao Nobel mais de uma vez, mas nunca conquistou o prêmio. 

"A teoria de Lewis teve profunda influência na parte do meu trabalho relacionada à natureza da ligação química. Isto porque, constatada suas limitações, passei a procurar alternativas para o entendimento da ligação química", afirma o Professor Marco Antônio Chaer do Nascimento, um dos participantes da sessão temática, bisneto acadêmico de Lewis. "Creio ser de extrema importância mostrar para as novas gerações como ideias, aparentemente simples, podem provocar um enorme desenvolvimento da ciência. Entretanto, a Sessão Temática será também importante para mostrar que a evolução da ciência força uma constante reavaliação das ideias e dos modelos por elas gerados e, sem deixar de reconhecer seu valor histórico, apresentar uma visão atual do conceito de ligação química", observa Chaer.

Fonte: SBQ

terça-feira, 14 de julho de 2015

Cientista tem que ter apetite!

     Vejo cada vez mais alunos que parecem totalmente perdidos em seus estágios, mestrados ou doutorados. Alguns dão a impressão de estar sofrendo o tempo todo. Outros seguem a passos lentos, devagar, quase parando. O fato é que a ciência profissional é uma carreira para poucos, muito difícil e competitiva. Assim, para alertar pessoas que talvez estejam no caminho errado, antes que elas desperdicem mais tempo, energia e dinheiro, resolvi escrever sobre algo essencial para um “aspira” da ciência: o apetite.

     Como nos cursos de ciências naturais das universidades públicas (Biologia, Ecologia, Física, Química etc.) a maior parte dos exemplos de profissionais (role models) que os alunos têm são os próprios professores, muitos acabam achando que a carreira acadêmica é a única opção para alguém que se forma. Meu bróder, só na Biologia existem muitas outras possibilidades. Ninguém é obrigado a ser cientista! Somando a essa cisma o acesso pouco seletivo aos programas de pós-graduação que temos hoje em dia, com ingresso fácil demais nos piores cursos e bolsas garantidas para a maioria dos alunos nos melhores cursos, o resultado é um monte de gente na pós-graduação que não tem a menor vocação para estar ali. Não quer dizer que essas pessoas não seriam bons profissionais em outras carreiras: elas apenas estão vivendo a vida de outra pessoa.

     Não adianta querer dar uma de camarada e enganar os aspiras com falsas esperanças, como muitos colegas fazem. Beneficiar-se do conhecimento científico é para todos. Mas fazer ciência é para poucos. É preciso uma combinação rara de características pessoais para progredir na carreira acadêmica e se tornar um gerador de conhecimento profissional. No mínimo, você tem que ser curioso, inteligente, criativo, disciplinado e tenaz. E trabalhar realmente duro. Não estou dizendo que cientistas são pessoas especiais, os “escolhidos”, blablabla. Estou dizendo apenas que, em carreiras altamente especializadas, como a ciência, o alto sacerdócio ou a música de câmara, não basta ter apenas uma ou algumas das características consideradas necessárias: você tem que ter todas elas, receber treinamento adequado e ainda usar os seus dons de forma inteligente.

     Além disso, como nunca me canso de repetir, não há nenhuma outra razão para querer se tornar um cientista, além de ser obcecado por perguntas e ter uma fome de conhecimento insaciável. Não se iluda: após décadas de investimento na sua formação, sem garantia alguma e sob enorme pressão, se você arrumar mesmo um emprego estável na Academia, seja como professor ou pesquisador, a maior parte das recompensas que obterá será puramente intelectual e não financeira ou social. Praticamente ninguém fica rico ou famoso fazendo ciência, ainda mais no Brasil, onde professores, pesquisadores e intelectuais de um modo geral são vistos com pena, desprezo ou ódio.

     Assim, a motivação para trilhar o Caminho do Cientista (nerd-do, em japonês) deve vir de dentro de você mesmo, aspira. Um estudante acadêmico que precisa de elogios ou chicotadas o tempo todo certamente está tentando a carreira errada. Assim, #fikdik: preste atenção a alguns sinais reveladores. Aqui vou comentar sobre algumas barbaridades que tenho ouvido cada vez com mais frequência entre aspiras. Elas são sinais tão evidentes quanto uma baleia jubarte jogando fliperama no shopping. Se você se identificar com qualquer um desses sinais, search your feelings e repense as suas escolhas profissionais.

“Eu acho tão chato ter sempre uma pilha de artigos e livros para ler”

     Ai, tadinho… Sério, meu bróder? Está fazendo o que na universidade então? A universidade é (ou deveria ser) o templo do conhecimento, onde ler é um prazer, um vício, e nunca uma obrigação. Se você só quer saber de ler no “tábleti” e tem preguiça de abrir um livro grande, sem figuras, vá fazer qualquer outra coisa, menos ser pesquisador ou professor. Há inúmeras profissões por aí e muitas delas não requerem tanto esforço intelectual quanto na Academia. A sociedade precisa de um pequeno número de cientistas, mas de um grande número de profissionais liberais, técnicos e trabalhadores manuais bem treinados e bem remunerados. Todos os tipos de profissão são importantes. Se estudar para o resto da vida não é a sua praia, não tenha vergonha disso e parta para outro caminho. Só não dê murro em ponta de faca. Se você não tem apetite pela leitura, por que escolheu uma carreira onde esse é o principal pilar?

“Eu adoro fazer estágio no meu lab, mas ando tão sem tempo para as atividades que o meu orientador inventa”

     Que fofo! Você acha que a sua falta de tempo vai melhorar ao longo da carreira? Você acha que professores ficam de pernas ao ar, coçando o lattes, enquanto só os alunos, coitados, é que trabalham duro? Ao progredir em cada fase no Caminho do Cientista, mais complicadas as coisas ficarão. Se você achar a graduação pesada demais, certamente vai chorar no mestrado (a pós-graduação é o lugar onde a criança chora e a mãe não escuta…). Se você achar o mestrado pesado demais, certamente vai entrar em depressão no doutorado. Se, mesmo com esse mimimi todo, você conseguir entrar em um doutorado, mas achar esse curso pesado demais, provavelmente não vai conseguir uma vaga de postdoc e a sua carreira estará com os dias contados. O ponto é que, desde cedo, se você não entender que gerenciar bem o seu tempo é fundamental não só no trabalho, mas também na vida de um modo geral, então não vai chegar muito longe na Academia. Tempo livre não se pede, não se espera: se inventa na marra. Se você realmente ama a ciência e quer ser um profissional do conhecimento, então vai ter que dar um jeito de arrumar janelas de tempo para o seu estágio, mesmo que a carga de aulas da graduação seja massacrante no Brasil. Se não tem apetite pelo seu estágio, por que não vai fazer outra coisa?

“Meu orientador vive me enchendo o saco, perguntando se eu já fiz a análise X que ele recomendou. Poxa, ele precisa ficar perguntando a mesma coisa a cada seis meses?”

     Aspira que só funciona na base do controle remoto está na carreira errada. Ponto. Seu orientador sugeriu X para você fazer na tese? Então faça não apenas X, mas apresente a ele 3X na próxima reunião. Não é para impressioná-lo, mas sim porque você está apaixonado pelo seu projeto. Orientador não é babá. Orientador não é psicoterapeuta. Orientador não é confessor. Orientador serve para tirar dúvidas, apontar caminhos e ensinar habilidades essenciais. Uma vez que o seu orientador te abriu uma determinada porta, passar por ela e trilhar o caminho apontado cabe única e exclusivamente a você. A tal análise X que ele te pediu certamente é somente a ponta de um iceberg. Descubra o tamanho dessa montanha de gelo! Um bom aspira da ciência não precisa andar de mãos dadas: ele tem tanta iniciativa e curiosidade, que caminha sozinho, mesmo que tropece muitas vezes. Uma das principais coisas que separam quem tem vocação para cientista de quem não a tem é a disposição para trabalhar sempre um pouco mais. Se você mesmo não tem apetite pelo seu projeto, por que decidiu desenvolvê-lo?

“Estou até agora esperando o meu orientador me explicar uma parada Y. Enquanto eu não receber esse feedback, não saio do lugar”

     Opa, peraí! Qual de voces dois já tem o título acadêmico em questão (BSc, MSc, PhD etc.): você ou o seu orientador? Ah, ele, não é mesmo… Então a tese é sua, não dele. Logo, corra atrás! A vontade de responder a pergunta proposta no projeto deve vir de você. A iniciativa e a empolgação devem vir de você. É você quem deve ficar obcecado por montar o tal quebra-cabeças. É você quem deve correr atrás de aprender as habilidades e conhecimentos de que precisa. Não espere o seu orientador: estude, trabalhe, progrida. Conte com ele para ajudar a focar melhor sua energia. Mas nunca conte com ele para dar o próximo passo. Se você não tem apetite pelo caminho, por que trilhá-lo?

“Nossa, não cumpri uma obrigação Z exigida pelo meu PPG. Tudo bem, pois eles têm que ser compreensivos já que eu não tenho experiência, né?”

     Sério que eu preciso explicar isso para adultos? Na cultura brasileira somos tolerantes demais com vacilões. Deveríamos guardar a nossa compaixão para quem realmente a merece, não a desperdiçando com malandros. Não inverta os valores! Se você ingressou em um determinado programa de pós-graduação, automaticamente fica implícito que você aceitou seu estatuto, regimento, normas etc. Te deram um prazo para a qualificação? Cumpra-o! Te deram um prazo para a defesa da tese? Respeite-o! Estipularam uma qualidade mínima aceitável para uma tese ser aprovada? Supere-a! Ninguém tem que ser compreensivo: você é que tem que ser responsável e proativo. Quem tem bebê grande é elefante. Se você não tem apetite pelas tarefas inerentes a uma pós-graduação, por que cursá-la?


Conselho final

Foi você quem escolheu ser cientista, então mexa-se. Ninguém te deve nada.


Por Marco Armello
https://marcoarmello.wordpress.com

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Por que Nova York declarou guerra ao isopor

Nova York se juntou às cidades que declararam guerra contra as embalagens, pratos e copos de isopor, material que é tão atraente para os negócios quanto tóxico ao meio ambiente.

A partir desta quarta-feira, está proibido vender, oferecer ou possuir qualquer produto feito de isopor na metrópole americana. Empresas e comerciantes têm seis meses para se adaptar. Depois desse prazo, serão multadas.

"Produtos feitos de isopor causam um grande prejuízo ao meio ambiente e não há mais lugar para eles em Nova York", disse o prefeito da cidade, Bill de Blasio.

Mas por que o isopor está sob fogo cerrado? Aliás, de que exatamente é formado o material? Por que não é possível reciclá-lo? Confira alguns detalhes sobre um dos maiores inimigos dos ambientalistas.

O que é isopor?


Comercializado nos Estado Unidos com o nome de Styrofoam, o isopor foi inventado pelo cientista da empresa Dow Chemical Otis Ray McIntire em 1941.

Para fazê-lo, pequenas quantidades do polímero poliestireno são misturadas com produtos químicos para se expandiram 50 vezes do seu tamanho original.

Após o resfriamento, essa massa é então colocada em moldes - seja de um copo ou de uma embalagem - e passa por um novo processo para expandi-la ainda mais, até que o molde seja totalmente preenchido e as contas se fundirem.

O produto final é leve, barato - 95% de sua composição é ar. Suas propriedades isolantes e seu custo barato tornaram o isopor uma escolha atraente nos negócios.

Por que ele é tão prejudicial ao meio ambiente?

Há uma estimativa de que apenas nos Estados Unidos 25 bilhões de copos de café de isopor são jogados no lixo em um ano - para efeito de comparação, 100 bilhões de sacolas plásticas são descartadas anualmente.

Em 2006, por exemplo, 135 toneladas de produtos de isopor foram despejadas em lixões em Hong Kong - menos de 5% de todo o lixo plástico descartado no país.

Mas mesmo o isopor representando uma parcela pequena do lixo, ambientalistas afirmam que o problema ganha outras dimensões quando ele chega no mar.

Segundo Douglas McCauley, professor de biologia marinha da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, há dois problemas causados pelo isopor para os animais marinhos, um químico e o outro, mecânico.

"O mecânico é bem fácil de se ver. Encontramos espuma de isopor no intestino de animais - e isso pode ser letal", diz.

Já o aspecto químico tem a ver com a propriedade absorvente do material. "O isopor age como uma pequena esponja poluente, capturando todos os compostos que mais contaminam o oceano. E então um animal engole isso, pensando ser uma água-viva"

E isso não é perigoso apenas para os animais marinhos para o oceano como um todo. Pode também ser prejudicial para os humanos.

"É preocupante que um peixe que ingeriu tudo isso acabe nas nossas mesas", afirma.

Por que não é possível reciclá-lo?

A dificuldade em reciclar o material é uma das principais razões para Nova York banir o material.

Kathryn Garcia, responsável pelo sistema sanitário da cidade, afirmou: "Ninguém conseguiu até agora provar que seja possível reciclá-lo em larga escala, e tampouco há mercado para isso."

Devido ao processo químico usado em sua confecção, é quase impossível transformar, por exemplo, um prato de isopor em uma embalagem feita do mesmo material.

Há, no entanto, alguns métodos sendo testados, como reciclagem térmica. Mas sua viabilidade em termos de custo e logística de transporte ainda é um problema.

Quais as alternativas?

O McDonalds começou a deixar de usar embalagens de isopor nos anos 90 - e em 2013 abandonou totalmente o material, o substituindo por alternativas feitas com papel.

Já o Dunkin'Donuts agora faz seus copos com um composto mais fácil de ser reciclado, o polipropileno - um tipo de plástico bastante usado para embalagens para levar comida para casa. No entanto, o produto é mais caro que o isopor.

Astrid Portillo, dona do restaurante Mi Pequeno El Salvador, no bairro nova-iorquinho de Queens, disse ao jornal New York Daily: "Eu vou ter de aumentar os preços no meu cardápio com essa nova lei."

O prefeito de Blasio, no entanto, acredita que há meios para evitar aumentos como esse.

"Se mais cidades no país seguirem nosso exemplo e criarem vetos semelhantes, isso pode aumentar a demanda por esse produtos alternativos e baratear seus custo."

Fonte: UOL

Editais abertos para concursos em Universidades e Institutos Federais

Olá pessoal, caso você queira ficar por dentro de aberturas de editais para na área de química em Universidades ou Institutos Federais, acesse minha página no facebook para mais detalhes, clicando na imagem abaixo...

Valeu!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Apesar da frequente proibição, Unesco recomenda o uso de celular em sala de aula


Tão recente quanto seu próprio aparecimento é a discussão, nas escolas, sobre como lidar com o uso cada vez mais intenso de smartphones em sala. Sem orientações formais por parte de órgãos públicos, o tema tem como pioneira no debate a Unesco que, em 2013, lançou o guia “Diretrizes de políticas para a aprendizagem móvel”. No documento, a instituição estimula o acolhimento da tecnologia nas disciplinas que, entre outros benefícios, pode “permitir a aprendizagem a qualquer hora, em qualquer lugar”, “minimizar a interrupção em aulas de conflito e desastre” e “criar uma ponte entre a educação formal e a não formal”.

— Não podemos mais ignorar o celular, ele está em todo lugar. Sou contra a proibição do uso, pois a regra acaba sendo burlada. Será que em vez de proibir, não é melhor acolhê-lo como ferramenta educativa? — questiona Maria Rebeca Otero Gomes, coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil. — Já existem diversos aplicativos voltados para a educação especial, a alfabetização e o ensino da matemática, por exemplo. No Centro Educacional de Niterói, ainda não há consenso sobre quais regras devem ser seguidas. O professor Nelson Silva, de história, busca usar os smartphones como ferramenta de pesquisa em suas aulas.

— Normalmente, os alunos ficam mais estimulados em fazer pesquisas através do celular. Claro que, no meio, eles mandam uma ou outra mensagem, é inevitável. Mas já tentamos fugir da TV, do vídeo. Não dá para fugir do celular. O grande nó é saber como usá-lo em favor do aprendizado — afirma.

Para Priscila Gonsales, diretora do Instituto Educadigital, os professores devem se planejar para incluir os celulares no processo de ensino. 

— É preciso olhar com empatia para os alunos que estão usando seus aparelhos em classe e se perguntar: por que o celular está chamando mais a atenção deles do que a aula? — aponta Priscila, que se diz “super a favor” do uso de smartphones em sala. 

— O professor tem, com os celulares, um infinito de possibilidades. Ao trazê-los para a sala de aula, a escola pode instruir os alunos sobre temas importantes do comportamento cibernético, como o respeito à privacidade. No entanto, Maria Rebeca Gomes identifica entre os docentes descrença e falta de conhecimento dos aparelhos.

— As escolas devem auxiliá-los nesse processo, com diálogo e formação — afirma.

Fonte: O Globo

Tabela periódica interativa - TED-Ed

Pra você aluno ou professor que busca um material complementar para trabalhar com a tabela periódica, a ferramenta disponibilizada pela TED-Ed é uma ótima dica. 


Ao acessar o site, terá acesso à Tabela Periódica Interativa, com um vídeo para cada elemento que selecionar na tabela (em inglês). Para acessá-lo, clique aqui.

Bons estudos...

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Aplicativo do Portal de Periódicos disponível para usuários

Usuários do Portal de Periódicos, das mais de 400 instituições participantes, poderão baixar o aplicativo da biblioteca virtual para acessar os conteúdos assinados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com editores internacionais. O app do Portal de Periódicos está disponível para IOS, android e outros sistemas operacionais, nas categorias Referência e Educação.

O aplicativo, desenvolvido em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), permite o acesso remoto via Comunidade Acadêmica Federada (CAFe). É possível realizar buscas rápidas por assunto, periódico, base e livro, todos com a funcionalidade de autopreenchimento. O usuário ainda consegue navegar em websites referenciados pelos resultados de busca, além de ler e exportar os artigos em formato PDF.

O usuário acessa periódicos, referências bibliográficas com resumo, teses e dissertações, normas técnicas, livros, obras de referência, estatísticas, patentes, arquivos abertos e redes de e-prints. São inúmeras possibilidades de pesquisa dentro do universo científico oferecido de forma rápida e prática pelo aplicativo do Portal de Periódicos.


Portal de Periódicos da Capes


Criado em novembro de 2000 para democratizar o acesso a conteúdos científicos de alto nível produzido no mundo, o Portal de Periódicos oferece acesso a mais de 36.000 títulos com texto completo, 130 bases referenciais, 12 bases exclusivas para patentes e mais de 250.000 e-books. O portal ainda oferece conteúdo gratuito selecionado, como bases de livre acesso, periódicos nacionais com boa classificação no Programa Qualis-Capes, além dos resumos de teses e dissertações defendidas no país.

Clique aqui e baixe o aplicativo do Portal de Periódicos da Capes.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Institutos federais terão apoio para projetos de pesquisa e extensão tecnológica


A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), abriu inscrições para seleção e financiamento de projetos de pesquisa aplicada e extensão tecnológica. Uma das modalidades a serem financiadas é a preparação para competições que envolvam projetos desenvolvidos nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. O prazo de inscrições vai até o dia 23 próximo.

De acordo com a Chamada Pública CNPq/Setec nº 17/2014, o investimento global chagará a R$ 40 milhões, liberados em parcelas anuais até 2016. Os projetos selecionados terão 24 meses de duração. O apoio governamental destina-se às linhas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, extensão tecnológica, torneio de educação profissional e soluções tecnológicas. A linha torneio de educação profissional está voltada para a preparação de estudantes dos institutos federais para competições de conhecimento e competências técnicas de abrangência regional, nacional e internacional.

A equipe Jaguar, da unidade de Volta Redonda do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), é um exemplo de projeto bem-sucedido. Alunos de nível técnico na área de robótica móvel são preparados para competições, sob a coordenação do professor Helton Rodrigo de Sousa Sereno. O projeto, que conta com a colaboração direta de 16 alunos bolsistas, obteve a primeira posição na edição da Copa do Mundo de Robótica (RoboCup) realizada em João Pessoa, em julho último. A competição reuniu 25 equipes de 13 países. Em setembro último, a equipe do IFRJ participou, também com destaque, da Olímpiada do Conhecimento, em Belo Horizonte.

Qualidade — Para o professor Helton Sereno, a Chamada Pública nº 17/2014 é a oportunidade para um salto de qualidade na execução de projetos como o da equipe Jaguar. “Já estamos em fase final de elaboração do nosso projeto. A chamada nos abre a perspectiva de uma preparação qualificada, com mais aporte de recursos financeiros, materiais e humanos”, disse. “Afinal, como campeões mundiais da RoboCup, vamos defender o título na próxima edição, na China, em 2015.”

Aluna do último ano do curso técnico em automação, Alice Pereira de Oliveira, 18 anos, retrata como a participação no projeto e a condição de bolsista têm contribuído para seu crescimento acadêmico. “Antes do projeto, eu não tinha muito contato com a área técnica do curso. Hoje, na prática, observo muitas situações estudadas em sala de aula”, afirmou. “A bolsa ajuda a custear despesas com alimentação e transporte, o que permite dedicar mais tempo aos estudos e à preparação para as competições de robótica.”

Para apresentar projeto, o candidato deve ter o currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes, ser professor ou técnico administrativo e manter vínculo com instituição de Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. No caso de servidor aposentado, é necessário comprovar, na Plataforma Lattes, que mantém atividade acadêmico-científica, além de apresentar declaração da instituição executora do projeto.

Fonte: Ministério da Educação

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

No mês de outubro temos o 150 aniversário da estrutura do benzeno de Kekulé


Existem mais de 200 isômeros possíveis de uma molécula com a fórmula empírica C6H6. Há 150 anos, a estrutura do benzeno era uma questão de debate, e encontrar um modelo que poderia ser justificado com os dados físicos e químicos disponíveis era difícil, não menos como alguns dos dados (por exemplo, que o benzeno e tolueno ambos tinham dois isômeros) encontrados serem falsos. As estruturas postuladas incluíam cadeias de dialenos de cadeia linear ou anéis fundidos de ciclopropano. 

Alan Rocke, Case Western Reserve University, Cleveland, OH, EUA, conta a história de August Kekulé (1829-1896), que foi um dos pioneiros da química orgânica estrutural. A estrutura ciclohexatrieno do benzeno foi dito ter vindo de Kekulé enquanto cochilava em frente à lareira e sonhou com uma cobra mordendo a própria cauda. Ele originalmente relatadou a estrutura em 1885, em um artigo em que ele não dizia explicitamente que o benzeno é uma molécula simétrica com uma forma hexagonal, mas sim simplesmente uma cadeia fechada. Em 1866, Kekulé publicou outro trabalho que declarou firmemente a estrutura do benzeno, e este foi um ponto de viragem no desenvolvimento de múltiplas áreas da química, da química aromática (e as indústrias farmacêuticas e de corante) à química quântica.

Fonte: SBQ

Trio ganha Nobel de Química de 2014 por avanço em microscopia

Ganhadores do Nobel de Química de 2014 (Foto: Reprodução/Real Academia de Ciências da Suécia)

 O Prêmio Nobel de Química de 2014 foi oferecido nesta quarta-feira (8) a Eric Betzig, Stefan Hell e William Moerner por trabalhos que levaram a capacidade dos microscópios a um novo patamar.

Por décadas os cientistas assumiam que os microscópios ópticos teriam um limite de capacidade: eles nunca teriam resolução maior que metade do comprimento das ondas de luz. Com isso, era possível observar uma bactéria, mas não um vírus em detalhes, por exemplo.

O trio laureado desenvolveu técnicas que aumentaram consideravelmente a capacidade de observação de processos em seres vivos enquanto eles acontecem -- em nível molecular. Assim, se hoje os pesquisadores são capazes, por exemplo, de enxergar como um neurônio faz a sinapse (comunicação) com outra célula neural, isso se deve ao trabalho dos premiados desta quarta.

Para ver a imagem  em tamanho maior, abra a mesma em um nova guia e clica sobre ela para ampliar.

Um dos métodos desenvolvidos é o chamado STED, apresentado por Stefan Hell em 2000. Ele usa dois raios laser: um estimula moléculas fluorescentes a brilhar, e outro "apaga" toda a fluorescência que aparece fora do local que se deseja observar. Um escaneamento das moléculas tornadas brilhantes pelo laser resulta em uma imagem de altíssima resolução.

Eric Betzig e William Moerner, que trabalharam separadamente, criaram as bases para outra metodologia, que se baseia em "ligar" e "desligar" a fluorescência de moléculas individuais e fazer diversas imagens com cada uma delas "acesa" ou "apagada". A justaposição dessas imagens resulta numa retrato de alta resolução da estrutura a ser observada.

As técnicas desses três cientistas hoje são amplamente usadas em pesquisa e aplicações médicas. Graças a elas foi possível, por exemplo, entender como determinadas proteínas se comportam em organismos de pessoas com doenças como Parkinson e Alzheimer. Novas descobertas usando o conhecimento produzido por eles são feitas diariamente.

Eric Betzig nasceu em 1960 em Ann Arbor, nos EUA, é americano e trabalha no Howard Hughes Medical Institute, no estado da Virgínia. Stefan Hell, nascido em 1960, é alemão nascido em Arad, na Romênia. Ele atua no Instituto Max Planck para Química Biofísica, em Göttingen, e no Centro Alemão de Pesquisa de Câncer, em Heidelberg. William E. Moerner, nascido em 1953 em Pleasanton, nos EUA, é americano e trabalha na Universidade Stanford, na Califórnia.


A série de três imagens exemplifica o ganho proporcionado pela técnica de Betzig. À esquerda, a imagem da membrana de um lisossomo, uma organela celular, feita com microscopia convencional. No meio, a mesma organela, em uma das primeira imagens feitas pelo cientista com seu novo método. À direita, uma ampliação dessa imagem revela as moléculas da membrana (Foto: Divulgação/Real Academia de Ciências da Suécia)



Fonte: g1

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Você já ouviu falar em Homoaromaticidade?

Acredito que todos os graduando no curso de química, até mesmo alunos do ensino médio já tenham estudado sobre a aromaticidade, fenômeno que, em compostos orgânicos, acontece somente em compostos cíclicos e que tem o benzeno como o exemplo mais comum. Nas minhas aulas dentro deste tópico trabalho um artigo da química nova que trata da evolução histórica deste conceito e apresenta outras duas classificações dos compostos orgânicos: não-aromaticidade e antiaromaticidade. 


Caso alguém queira relembrar os conceitos ou por alguma razão nunca ouviu falar, pode acessar o artigo clicando aqui. 

Dentre estes compostos ainda existe uma outra classificação. Já ouviu falar em Homoaromaticidade?

O termo Homoaromaticidade é a propriedade de compostos que exibem aromaticidade apesar de uma ou mais ligações saturadas interromperem a conjugação cíclica formal. Entre outras palavras, o fenômeno ocorre em compostos aromáticos onde uma dupla ligação C=C é substituída por um ciclopropano, ou átomo de carbono saturado (SP³) é introduzido na cadeia conjugada.
Alguns exemplos de compostos Homoaromáticos

Uma espécie homoaromática ocorre quando a delocalização cíclica de um sistema com (4n+2) π elétrons não é interrompida pela inserção de um ou mais grupos saturados. Este fenômeno de conjugação não-clássica recebe o nome de homoconjugação e se dá através de três tipos de interações: espacial, por ligações π e transanular. Se considera que o primeiro caso é o mais comum nos sistemas homoaromáticos e recebe o nome de homoconjugação de antiligante; o segundo caso é conhecido como homoconjugação de ligação. No terceiro tipo de interação, diferentemente dos dois anteriores, uma unidade saturada transanular é inserida de tal maneira que causa a perturbação da conjugação direta, mas sem impedi-la.

Teoricamente, derivados dos compostos aromáticos podem ser obtidos, adicionando à estrutura grupos CH2. Como exemplo, temos o íon aromático tropílio e seus derivados. Tal como a conjugação cíclica em aromáticos, a homoconjugação cíclica produz uma diminuição na energia de um sistema homoaromático, fazendo-o mais estável. Porém, estima-se que a estabilização destes sistemas não é tão grande quando comparados com os compostos iniciais aromáticos.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

2015: Ano Internacional da Luz


A Organização das Nações Unidas proclamou em 2013 o ano de 2015 como o Ano Internacional da Luz e Tecnologias Baseadas na Luz para celebrar aniversários de descobertas marcantes da história da ciência da luz, particularmente propriedades fundamentais de reflexão e refração da luz por Abu Ali El-Hasan (1040), a natureza ondulatória da luz (Fresnel, 1815), a teoria eletromagnética de sua propagação (Maxwell, 1865), a teoria da relatividade (Eisntein, 1915), as microondas cósmicas e as fibras óticas, cinquenta anos atrás. Estas efemérides foram propostas à ONU pela IUPAP, a Sociedade Européia de Ótica e outras associações de física ótica para o ano de 2015, tendo como públicos alvos: crianças, estudantes, educadores, cientistas e imprensa/midia. As atividades propostas para 2015 pela organização central da UNESCO visam divulgar, discutir e dar respostas às questões: Por quê interessa a luz: O que é fotônica?; Energia?; Impacto nas crianças? Luz no ambiente urbano? Lasers? Fontes de luz no mundo? Luz na vida? Luz na natureza? Luz na Arte e Cultura (Fotografia, Teatro, Cinema, Artes Plásticas)? Envolvimento "mão na massa" da luz na ciência do smart-phone, em kits de ótica, imagens da luz (astros), palestras, crianças e ótica? A luz cósmica (astronomia e sondas espaciais)? O centenário de Einstein, escuridão dos céus, imagens do universo, o Big Bang, um "Galileuscópio"? Luz para o desenvolvimento? A escola noturna, aprendizagem ativa, ações da UNESCO, astronomia para o desenvolvimento? Histórias da Ciência: as mulheres na ciência, 1000 anos de ótica árabe (Abu Ali Al Hasan, astrônomo e matemático), Blog - O mundo dos cientistas, breve história da luz, descobertas da luz?

Numa primeira reunião das sociedades científicas convidadas pela SBPC, relacinadas direta ou indiretamente à luz, já foram levantadas várias atividades junto ao ensino básico, universidades, museus de ciência, jardins botânicos e zoológicos, reuniões das sociedades científicas, imprensa e público em geral. Uma delas, um desafio para nós da SBQ, é propor experimentos simples que envolvam a luz, principalmente um experimento mensurável (kit), interativo, para crianças e adolescentes das escolas à semelhança do projeto pH do planeta durante o Ano Internacional da Química - sucesso estrondoso no Brasil e exterior. Outras atividades mais simples de se organizar incluem: concurso e exposição de fotografias (Fundação Conrad Wessel), exposição de painéis, palestras, vídeos, publicação de números especiais de revistas, entrevistas em rádio e TV, etc, algumas já em andamento. Por exemplo, a SBF já propôs um painel com fotos do céu do Brasil em períodos pré-determinados da manhã, tarde e noite, enviadas por estudantes de todo o país, como o objetivo de estimar níveis de poluição atmosférica e visibilidade de constelações, que serão identificadas por um software.

No que toca à Química, entendo que serão alvos de nossa participação a fotoquímica, a quimioluminescência, a bioluminescência, os leds, a terapia fotodinâmica, os corantes, as terras raras, os lumiensaios, entre outros, ou seja, os tópicos que regularmente discutimos nas divisões de Fotoquímica, Química Medicinal, Química Analítica, Tecnologia e outras. Solicitamos aos sócios da SBQ interessados no Ano Internacional da Luz que visitem o site da UNESCO e enviem suas sugestões à diretoria da SBQ (diretoria@sbq.org.br), que as passarão ao Comitê da SBQ coordenado pelo Prof. Etelvino Bechara.

Fonte: SBQ

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Brasileiro: 'analfabeto' científico?

Novo índice mostra que a ciência influencia a forma de ver o mundo e de lidar com situações complexas de apenas 5% dos avaliados, enquanto mais da metade sequer consegue aplicar o que aprendeu na escola em situações cotidianas.

Desempenho brasileiro no primeiro Índice de Letramento Científico mostra que ciência não está integrada ao cotidiano do brasileiro. (foto: Flickr/ Fortimbras - CC BY-NC-ND 2.0)

Como você avalia a sua capacidade de utilizar o conhecimento científico para resolver questões do dia a dia? E para fazer abstrações, criar hipóteses, planejar e inovar? Em um mundo em que a ciência e a tecnologia estão cada vez mais presentes, em que a sociedade é chamada a se posicionar sobre grandes questões como pesquisas com células-tronco e cultivo de transgênicos e no qual inovar é a palavra de ordem das empresas, essas questões são fundamentais. Mas, segundo a primeira edição do Índice de Letramento Científico (ILC), no Brasil é muito baixa a quantidade de pessoas ‘letradas’ em ciências, capazes de empregar os conhecimentos escolares no seu cotidiano e no planejamento do futuro.

Esse é só um trecho do Artigo do Marcelo Garcia. Você pode ler na íntegra na página da Revista Ciência Hoje On-Line, clicando no link abaixo:  



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Manifestação da SBQ em resposta à coluna de Denise Fraga da Folha de São Paulo


       A Sociedade Brasileira de Química (SBQ), por meio de sua Diretoria e Conselho, manifesta-se em resposta à coluna de Denise Fraga, da Folha de São Paulo, do dia 3/8/2014, intitulada "Química, pra que te quero?", com o objetivo de esclarecer os leitores da Folha e contribuir, como sempre tem feito, para melhorar a educação no Brasil. 

      Como ponto central está o porquê de se ensinar Química nas escolas. Estudantes devem ser introduzidos às Ciências, como a Química, e ao método científico o mais cedo possível. Isso lhes dá uma compreensão de fatos fundamentais para se tornarem cidadãos capazes de compreenderem o mundo ao seu redor. A Química não interessa apenas aos que amam esta Ciência: ela nos acompanha em cada momento e lugar de nossas vidas, desde o nascer até o pôr do sol, desde o sabonete e a pasta de dentes até as roupas, o analgésico e o automóvel. Crianças e adolescentes aprendem Química para se tornarem cidadãos capazes de tomarem decisões informadas. Eliminar o ensino de Química os torna presas fáceis de exploradores de todos os tipos, o que infelizmente presenciamos a cada dia no comportamento dos que decidiram ignorar as ciências. 

       O texto de Denise Fraga tem uma única virtude, que é ilustrar (mais uma vez) a péssima qualidade do ensino no Brasil, principalmente nas escolas públicas, tão carentes de infraestrutura e de professores mais bem preparados para a arte de ensinar.

       A Sociedade Brasileira de Química tem trabalhado incansavelmente, desde a sua fundação, em 1977, para o desenvolvimento e fortalecimento da Química em todos os seus aspectos. Em um episódio recente, tivemos mais de um milhão de jovens brasileiros participando de um experimento sobre a qualidade da água dos rios e mananciais, com manifestações emocionantes de estudantes e de professores aplicados. Temos uma revista para professores e um site com materiais para estudantes e professores, com centenas de milhares de acessos a cada ano. Infelizmente, ainda é muito menos que o necessário mas contamos que esta coluna de Denise Fraga contribuirá para que cada vez mais pessoas se empenhem pelo ensino e aprendizagem da Química, para o bem de todos.

Adriano Andricopulo
Presidente da SBQ

Veja a coluna de Denise Fraga:

Veja a mensagem do Presidente da SBQ na Folha de SP sobre coluna de Denise Fraga:

Veja a mensagem do Presidente da SBQ na página de notícias da SBPC

quarta-feira, 18 de junho de 2014

18 de junho: Dia do Químico

     
      Hoje comemoramos o dia do Químico, mas a Química deve ser comemorada todos os dias, pois os produtos desenvolvidos por seus profissionais são importantes para o crescimento econômico do país e para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

    Cada Químico é responsável por uma pequena parcela do PIB-Químico do país. Os Químicos representam uma parte dos membros da SBQ, e eles atuam de forma expressiva no desenvolvimento da Comunidade Química do País apoiando novos talentos e lideranças, estabelecendo padrões acadêmicos, científicos, assessorando as agências de fomento à pesquisa e zelando pela crença na ética e integridade da ciência.

     O Brasil precisa de ações urgentes e o Químico pode contribuir em muito nas soluções dos problemas, na melhoria da qualidade de vida dos nossos cidadãos, na solução de problemas do meio ambiente, ou seja, nas principais questões envolvendo os seres humanos como o centro das preocupações para o desenvolvimento social e econômico.

     Nós, Químicos, no dia de hoje, desejamos maior reconhecimento por parte dos empresários que, muitas vezes pagam salários incompatíveis face à importância desses profissionais para o desenvolvimento do país.

     Desejamos que os cidadãos compreendam que por trás de tudo que existe no dia-a-dia, sejam alimentos, fármacos, materiais de uso diário, etc., tem a participação de um Químico. Desejamos também a melhoria das condições de trabalho dos Químicos e dos professores de Química em todos os níveis.

     Finalmente, desejamos que esse dia seja comemorado com muito orgulho pelos profissionais da  Química, por tudo que eles fazem em prol desse país.


Fonte: SBQ

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Aluno processa professor por celular retirado em sala de aula e perde

A polêmica do uso de celular em sala de aula chegou nos tribunais depois que um aluno processou o seu professor por ter tomado o aparelho no meio de uma aula. O episódio aconteceu em Tobias Barreto, no Sergipe, e teve a decisão do juiz Elieser Siqueira de Souza Junior a favor do docente. O magistrado aproveitou a sentença para criticar as novelas, reality-shows e a ostentação, considerados pelo magistrado como contra educação.

“Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os ‘realitys shows’, a ostentação, o ‘bullying‘ intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”, afirmou o juiz.

A ação foi movida pelo aluno Thiago Anderson Souza, representado por sua mãe Silenilma Eunide Reis, que, segundo consta nos autos do processo, passou por “sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional” após ter o celular retirado pelo professor Odilon Oliveira Neto. O estudante disse que apenas utilizava o aparelho para ver o horário. Porém, perante outras provas, o juiz não acreditou na versão de Thiago.

“Vemos que os elementos colhidos apontam para o fato de que o Autor não foi 'ver a hora'. O mesmo admitiu que o celular se encontrava com os fones de ouvido plugados e que, no momento em que o professor tomou o referido aparelho, desconectou os fones e... começou a tocar música”.

Em depoimento, o professor e a coordenadora do colégio afirmaram que não foi a primeira vez que o aluno foi chamado a atenção para o uso do aparelho em sala de aula. O juiz apontou que, para além da proibição do colégio, existem normas do Conselho Municipal de Educação que proíbem o uso do celular em sala de aula, exceto para atividades pedagógicas.

“Pode-se até entender que o Discente desconheça a legislação municipal sobre os direitos e deveres dos alunos em sala de aula. O que não se pode admitir é que um aluno desobedeça, reiteradamente, a um comando ordinário de um professor, como no presente caso”, observa.

O juiz ainda aproveitou a execução para fazer uma análise sobre a educação do Brasil apontando que a mesma tornou-se uma espécie de “carma” para quem trabalha.

“No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu ‘múnus’ com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor”, sentenciou.

Matéria do site O Globo

terça-feira, 13 de maio de 2014

Eventos de Química para o ano de 2014

Olá pessoal,

A Sociedade Brasileira de Química (SBQ-MG) divulgou essa semana a relação de eventos de Química em Minas Gerais para este ano. Confira abaixo os eventos até o momento registrados e programe-se para participar!!!

1) I Workshop de Materiais Inorgânicos Avançados 2014
http://www.ufsj.edu.br/iwmia2014/
Universidade Federal de Sªo Joªo Del Rei – UFSJ
Período: 27 e 28 de Março; Local: Sªo Joªo Del Rei

2) V Mostra de Química da UFTM
Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM
Período: 03 de Junho; Local: Uberaba

3) II Encontro de Química do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba
Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Período: 21 a 24 de Julho; Local: Uberlândia

4) V Jornada de Inverno de Química – JOINQUI
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Período: 01 a 03 de Agosto; Local: Belo Horizonte

5) XVII Brazilian Meeting on Inorganic Chemistry (BMIC)
http://bmic2014.ufmg.br/
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Período: 10 a 14 de Agosto; Local: AraxÆ

6) XVII Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ)
http://www.eneq2014.ufop.br/sgea/pg/index
Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP
Período: 19 a 22 de Agosto; Local: Ouro Preto

7) III Semana Acadêmica de Química da UFV-CRP
Universidade Federal de Viçosa - Campus de Rio Paranaíba – UFV
Período: 15 a 19 de Setembro; Local: Rio Paranaíba

8) Semana da Química 2014
Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF
Período: 13 a 19 de Outubro; Local: Juiz de Fora

9) IV Fórum de Química Ambiental (IV FQA)
Universidade Federal de Lavras - UFLA
Período: 17 a 19 de Outubro; Local: Lavras

10) XXVIII Encontro Regional da Sociedade Brasileira de Química (XXVIII ERSBQ-MG)
http://www.unifal-mg.edu.br/ersbq2014/
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL
Período: 10 a 12 de Novembro; Local: Poços de Caldas

11) IV Encontro de Química da UFVJM
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM
Período: a definir; Local: Diamantina

Para consultas posteriores, você tem a opção de visualizar a agenda ao lado!!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Sugestão de aplicativos - EvoBooks

A EvoBooks é uma editora digital de conteúdo educacional criada para auxiliar instituições de ensino, professores e alunos a aproveitarem ao máximo as tecnologias disponíveis. Formada por profissionais com grande experiência no setor de educação, programação visual e design, a EvoBooks traz uma coleção de aulas digitais interativas de alta qualidade que permitem não só valorizar o professor em sala de aula, mas também transformar a experiência de aprendizado do aluno antes, durante e depois das aulas.
Obs: Todos os aplicativos são pagos!!!

Dentre os aplicativos disponíveis para dispositivos móveis, destaca-se:

1) Laboratório Interativo de Ciências
O Laboratório Interativo de Ciências apresenta conteúdos relevantes às disciplinas de Física, Química e Biologia, voltado principalmente para alunos dos últimos anos do Ensino Fundamental. 


Conteúdo:
Trata-se de um aplicativo com aulas digitais sobre Estados Físicos da Matéria
2) Reações Químicas
Laboratório Virtual de Reações, focado no conteúdo do ensino fundamental 2 e médio, apresenta diversas propriedades das reações e substâncias envolvidas através de material didático detalhado, modelos tridimensionais das partículas e muito mais!

Conteúdo:
- Substâncias e soluções iônicas
- Ácidos, Bases, Sais e Óxidos: definição, classificação, propriedades e formulação
- Evidências de transformações químicas
- Interpretando transformações químicas 
- Principais propriedades dos ácidos e bases: indicadores, condutibilidade elétrica, reação com metais, reação de neutralização
- pH e pOH
- Reação de oxirredução
- Reações químicas
- Solubilidade dos sais e hidrólise
- Transformações químicas e energia elétrica
- Eletrólise


3) Modelos Atômicos
Aplicativo de Modelos Atômicos, focado no conteúdo do ensino médio, apresenta toda a evolução dos Modelos Atômicos através de material didático detalhado, modelos tridimensionais e muito mais!


Conteúdo:
- Elementos químicos e Tabela Periódica
- Átomos e sua estrutura
- Ligação Covalente, Iônica e Metálica
- Modelo atômico de Dalton, Thomson, Rutherford e Rutherfod-Bohr
- Número atômico, número de massa e massa atômica
- Isótopos, isóbaros e isótonos
- Substâncias iônicas: características e propriedades
- Substâncias moleculares: características e propriedades

4) Separação de misturas
Laboratório virtual de Separação de Misturas, focado no conteúdo do ensino médio, apresenta mais de 10 mecanismos de separação de misturas através de material didático detalhado, modelos tridimensionais dos instrumentos e muito mais!


Conteúdo:
Misturas Heterogêneas:
- Decantação
- Centrifugação
- Filtração simples
- Filtração a vácuo
- Flotação
- Funil de separação
- Levigação

Misturas Homogêneas:
- Destilação simples
- Destilação fracionada
- Evaporação

Sugestão de aplicativo - Moléculas

Moléculas é um aplicativo que traz para uso offline em dispositivos móveis, moléculas publicadas no portal da Química Nova Interativa (QNInt). A maior parte deste conteúdo foi produzido dentro do projeto 365 dias de Química, realizado durante o Ano Internacional da Química.

  

As moléculas apresentadas podem ser manipuladas pelos usuários, permitindo a visualização por diferentes ângulos, assim como ampliar ou reduzir as estruturas, para que seja dado destaque em áreas de interesse. Cada molécula possui um texto explicativo.
Financiamento: CNPq
Apoio: Sociedade Brasileria de Química (SBQ), INCT Energia e Ambiente e INCT Inomat

Para conferir, acesse!